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Pergunta da Semana Anterior
Publicada em 09/09/2010
Paciente de 45 anos vem ao seu consultório para avaliação pré-operatória de miomectomia. Ao exame físico, você ausculta um sopro sistólico sugestivo de prolapso de valva mitral. Qual sua conduta em relação à prevenção de endocardite bacteriana?
Não é necessário profilaxia de endocardite bacteriana.
Comentário da Pergunta da Semana anterior Autor: Dr. Ricardo Couto Moraes As evidências atuais demonstram que a profilaxia da endocardite infecciosa é ineficiente na prevenção na maioria dos casos, uma vez que a correlação entre procedimento de risco e subseqüente endocardite é muito pequena para justificar o tratamento. Apenas 5% das endocardites seriam prevenidas com a profilaxia. A maioria dos casos de endocardite por procedimentos bucais, por exemplo, não se associa ao procedimento, mas acontecem, na verdade, a partir de bacteremias secundárias a atividades cotidianas. A eficácia clínica da profilaxia, inclusive, não possui comprovação científica. Mesmo se for de alguma forma eficaz, o número de casos tratados para prevenir 1 caso de endocardite (NNT) presume-se ser muito alto. Entretanto, em pacientes portadores de prolapso de valva mitral PVM e insuficiência desta valva (IM), como a paciente da questão, o risco estimado de endocardite infecciosa chega a ser cinco a oito vezes maior que a população sem alterações da valva. As lesões degenerativas valvares como o (PVM), quando não associado a regurgitação mitral, não é uma causa predisponente de endocardite infecciosa. Desta forma, as diretrizes indicam que a profilaxia nos pacientes anteriormente considerados como de altíssimo risco, especificamente nos portadores de valvas protéticas, nos que já foram acometidos por endocardite bacteriana prévia, nas doenças congênitas cianóticas e nos shunts sistêmico-pulmonares construídos cirurgicamente com uso de implante de material protético. A PVM + IM só deve ser tratada com antibioticoterapia em casos de procedimentos de alto risco. As recomendações atuais não indicam profilaxia antibiótica para procedimentos genitourinários (Guidelines American Heart Association/American College of Cardiology de 2008). A Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia também não recomenda a profilaxia. Condições em que a profilaxia da endocardite não necessária e/ou não recomendável:
Referências: |