Coleções Clínicas - Síndrome Coronária Aguda
 

Uso apropriado dos critérios para indicação de revascularização miocárdica: diretriz norte-americana

Autor: Dr. Humberto Graner Moreira

Referência:Patel MR, Dehmer GJ, Hirshfeld JW, Smith PK, Spertus JA, on behalf of the American College of Cardiology Foundation Appropriate Use Criteria Task Force, Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, Society of Thoracic Surgeons, American Association for Thoracic Surgery, American Heart Association, American Society of Nuclear Cardiology, Society of Cardiovascular Computed Tomography, American Society of Echocardiography, Heart Rhythm Society. ACCF/SCAI/STS/AATS/AHA/ASNC/HFSA/SCCT 2012 Appropriate Use Criteria for Coronary Revascularization Focused Update. J Am Coll Cardiol 2012;Jan 30:[Epub ahead of print].

Este é um resumo da atualização para uso apropriado dos critérios para revascularização coronária publicada pelas sociedades norte-americanas de cardiologia, focado apenas em novas recomendações:

1. Baseado nas mais recentes publicações, desde a atualização anterior de 2009, os autores estabeleceram uma classificação para determinar se a indicação de revascularização miocárdica era inapropriada, incerta, ou apropriada. Os autores concluíram que a quantificação da carga de doença arterial coronária (DAC), seja por descrição anatômica ou pelo escore SYNTAX, poderia ser útil para guiar algumas das recomendações.

2. Em geral, a revascularização coronária para os pacientes com síndromes coronarianas agudas e combinações de sintomas significativos e/ou isquemia é apropriada. Em contraste, a revascularização de pacientes assintomáticos ou pacientes com resultados dos testes não-invasivos negativos ou de baixo risco e terapia médica mínima são vistos de forma menos favorável.

3. Nos casos de infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST (IAMESST) ≤ 12 horas do início dos sintomas, a revascularização da artéria culpada é classificada como adequada. A revascularização da artéria não relacionada ao infarto durante a mesma hospitalização em pacientes assintomáticos, sem insuficiência cardíaca, sem isquemia provocada ou recorrente, e sem arritmias ventriculares instáveis é considerada inapropriada.

4. Para pacientes com infarto agudo do miocárdio (com ou sem supra de ST) e evidência de choque cardiogênico, a revascularização de uma ou mais artérias coronárias é apropriada.

5. Revascularização é considerada incerta na angina instável/IAMSSST de baixo risco (por exemplo, escore TIMI≤ 2), mas apropriada para aqueles com características de risco intermediário a alto (por exemplo, escore TIMI >2 ).

6. É considerada inadequada a revascularização de pacientes assintomáticos com DAC uni ou biarterial sem envolvimento proximal de DA e sem nenhum teste não-invasivo realizado.

7. A intervenção coronária percutânea (ICP) é classificada como apropriada em pacientes com DAC biarterial com envolvimento proximal da artéria descendente anterior (DA) e em pacientes com triarteriais com uma carga baixa de DAC (lesões focais, ausência de vasos totalmente ocluídos, escore SYNTAX baixo).

8. ICP é considerada inadequada para lesão de tronco de coronária esquerda e DAC adicional com carga intermediária a alta (por exemplo, múltiplas lesões complexas, presença de vaso totalmente ocluído cronicamente, escore SYNTAX elevado). Nestes casos, a melhor indicação é a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM).

9. O benefício da ICP é incerto para DAC triarterial com carga intermediária a alta, sendo a cirurgia mais apropriada nesses casos. Também é incerta a indicação de ICP para estenose isolada de tronco de coronária esquerda.

10. Em todos estes cenários descritos acima, a opção por CRM foi classificada como adequada.

11. Deve-se notar que as indicações “INCERTAS”, na verdade, exigem julgamento clínico individualizado pelo médico, para melhor determinar a utilidade de revascularização em casos específicos.

12. É encorajada a interação colaborativa de cardiologistas clínicos, intervencionistas e cirurgiões cardíacos, na forma de uma abordagem multiprofissional para as decisões de revascularização em casos de pacientes ou anatomia coronariana complexos.

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